quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SABOREANDO PÉTALAS

Agora que os poetas se contorcem em meio ao vento cintilante com frases embaralhadas pelo momento, contemplo os gestos, releio as falas, mergulho nos olhos buscando emoção ou quem sabe a razão de estarmos assim, colhendo dos frutos das jaboticabeiras e saboreando das pétalas de uma canção perene. Foge de mim a razão de estar e chove no meu corpo interior, em cores dançantes, um turbilhão de desejos incontidos de aprofundar na vida e visualizar mais e recomeçar...
CHAMAS


São vorazes estas idas e vindas do amor
São agruras que não evitamos
ossos secos pintados pelo tempo
partículas de um momento
Que se perde no infinito
Bombeadores de robustez
Pelo queimar das chamas
Que purificam a alma
E colhem a perfeição.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Manhã de Domingo





Eu estava ao seu lado
Naquele tal momento
Em que a chuva caía
Batendo contra o vento
Na manhã de domingo
O seu choro contido
O seu mundo deserto
Pra matar essa mágoa
Só o ombro de um amigo
É o remédio certo

Eu estava ao seu lado
Naquele tal domingo
Em que o seu estado
Tem tudo a ver comigo
E sua forte presença
Vem matar a tristeza
Que me bate no peito
É a dor da saudade
Do poeta e a cidade
Que se foi no tempo.


(música dedicada ao meu amigo Ary Peçanha, composta em meados de 1997).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


HOJE




Hoje a noite é quem fala comigo
Na calmaria do tempo
Hoje estou ouvindo o silêncio
Que me veio trazer acalento

Hoje o tempo não é meu amigo
Mas meu canto não pode cessar
Pois a dor não sufoca o sorriso
Vou cantar

Hoje vejo cair mil estrelas
No meu céu sem firmamento
Hoje sinto minha força pequena
Se esvaindo em sofrimento


(Parceria com Cirilo Buridan Nantes Dornelas, o Bury)

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

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sábado, 27 de dezembro de 2008

A DANÇA DOS POETAS

Comecemos então de novo,
rimas pra lá e pra cá,
poesia na boca do povo.
Um pra lá e dois pra cá,
mas no fim sempre rimando,
o que dirão quem nos ler?
Os poetas estão dançando.
Pulam e correm no tablado
São guiados por termos
Alunos das palavras
e suas posições no poema
Parecem flutuar,
voam nas asas da poesia...
E se ousar interrompê-los
será um balde de água fria
Na cintura bamboleiam mãos
ausadas, pele verniz.
Na boca há acordes que
estremece a ponta dos dedos...
quase se ferem, enquanto a viola, agoniaaaa.
Sete candeeiros, sete violas,
e na sala do amor, Elomar
e os sete violeiros
Está tudo pronto mas,
o poema não se escreve,
- estarão os poetas em greve?
Resguardam-se os apelos de um sopro...
O timbre rouco e suave da persuasão.
Boca e digitais pra correrem as periferias da razão.



(Carmen, Sergio e Vera)

A poesia flui






Dedico minhas mãos às escritas que meu coração ferve
Aplicar-me ao pensamento solto é meu lema e prece
Os dedos voam ágeis sobre o papel,
e a poesia flui tão leve que me enternece,
Se a poesia chama, ardo, sou fogueira de mim,
Salamandra dançando rumo ao céu...
Se ela apenas se insinua, me sinto nua, no chão,
e se a nudez me impede o traço, me refaço na solidão.
Levanto-me e olho o céu, são seus lábios junto aos meus,
Roçando levemente as cordas e o desejo borbulha...
Peito em chamas, trans bordando em lavas
Ins piro lentamente o silêncio das tuas palavras
E a poesia flui...
E de mim ri acho...me vem-me vai, laje iro escorregadio,
Esbravejo insegura agonia




(Sergio/Carmen/Veraluciabezerra)