quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

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sábado, 27 de dezembro de 2008

A DANÇA DOS POETAS

Comecemos então de novo,
rimas pra lá e pra cá,
poesia na boca do povo.
Um pra lá e dois pra cá,
mas no fim sempre rimando,
o que dirão quem nos ler?
Os poetas estão dançando.
Pulam e correm no tablado
São guiados por termos
Alunos das palavras
e suas posições no poema
Parecem flutuar,
voam nas asas da poesia...
E se ousar interrompê-los
será um balde de água fria
Na cintura bamboleiam mãos
ausadas, pele verniz.
Na boca há acordes que
estremece a ponta dos dedos...
quase se ferem, enquanto a viola, agoniaaaa.
Sete candeeiros, sete violas,
e na sala do amor, Elomar
e os sete violeiros
Está tudo pronto mas,
o poema não se escreve,
- estarão os poetas em greve?
Resguardam-se os apelos de um sopro...
O timbre rouco e suave da persuasão.
Boca e digitais pra correrem as periferias da razão.



(Carmen, Sergio e Vera)

A poesia flui






Dedico minhas mãos às escritas que meu coração ferve
Aplicar-me ao pensamento solto é meu lema e prece
Os dedos voam ágeis sobre o papel,
e a poesia flui tão leve que me enternece,
Se a poesia chama, ardo, sou fogueira de mim,
Salamandra dançando rumo ao céu...
Se ela apenas se insinua, me sinto nua, no chão,
e se a nudez me impede o traço, me refaço na solidão.
Levanto-me e olho o céu, são seus lábios junto aos meus,
Roçando levemente as cordas e o desejo borbulha...
Peito em chamas, trans bordando em lavas
Ins piro lentamente o silêncio das tuas palavras
E a poesia flui...
E de mim ri acho...me vem-me vai, laje iro escorregadio,
Esbravejo insegura agonia




(Sergio/Carmen/Veraluciabezerra)

sábado, 25 de outubro de 2008

Sete mil vezes

Sete mil vezes, exatamente, sete mil vezes
Cruzei os meus olhos no teu olhar
No afã do desejo de te amar.
Corpo que quer, alma perdoa, olhos desaguam
Quem procura vai encontrar
O segredo de viver e sonhar.
Preciso que o tempo dê tempo
Pra que eu possa viver
De novo ao teu lado
Preciso buscar entender
Que sete mil vezes eu fui amparado
E estou do teu lado
Sete mil vezes
Infinitamente.



(Sergio/Ary, 24/08/08)

sábado, 6 de setembro de 2008


MEU SOL




O sol na manhã

Bate em minha janela

Cedo vem me chamar

De mansinho.

Ainda não é primavera

E a luz dos seus olhos vem

Clarear.

Bate no meu peito

Teu calor, teu jeito

Acariciando a pele.

No meu corpo inteiro

Nasce o desejo

De te encontrar no mar.

Quero estar contigo

Me banhar em ti

Meu sol.



(Sergio, 06/09/08)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

VAGANDO NO TEMPO


Às vezes a vida nos prega peças
que cravadas nas tábuas do nosso coração
nos fere e, inclusive, impede uma boa caminhada
Às vezes me pego pensando no ontem
e descubro em mim um estranho pensante
tentando agarrar o nada em tudo
Às vezes me sucumbo em calmarias
que nem a praia que amo se iguala
fico absorto feito cabrito no pico do morro
Quantas vezes quis sair de mim
e sorrir de mim mesmo, pelas peripécias dos atos
Quantas vezes andei chorando e só
à procura do meu verdadeiro eu
e só encontrei o ego de um poeta triste
Muitas vezes busquei no acaso o caso de amor
como quem caça um tatu escondido na toca
Outras vezes, tantas vezes, me achei perdido
feito um cachorro louco, numa estrada em curvas
Agora, vislumbro aqui dentro outro alguém
Pronto pra recomeçar e soltar fogos
e, que artifício me faria deixar de olhar o ontem
fitando no hoje o tudo donde vêm respostas?


Sergio Bittencourt

domingo, 17 de agosto de 2008

Amanhecer


Amanheço na cidade
O sol vem brilhar pra mim
Como um dia mais bonito
Dos que contemplei aqui
Como um grande arco-iris
O asalar de colibri
E agora um riso
Um canto de um tisiu
Faz briso maior
Agora um riso
um beijo
um sorriso
Faz brilho maior.



(música composta em 1978)